Relacionamento com clientes – mais emoção e menos razão

Meu dia a dia profissional é falar sobre relacionamento com clientes e, sendo bem direto e sincero, as coisas andam meio chatas. E andam chatas porque cada vez mais percebo na hora de se desenvolver uma estratégia, a emoção, a sensibilidade e a consciência de que os clientes são seres humanos está, cada vez mais, perdendo espaço nas empresas para os dados, algoritmos, modelos estatísticos, automações de campanhas e por aí vai.

Hoje em dia, tudo se resume em buscar respostas ou fórmulas mágicas no “bigdata” para ativar o cliente e, se a empresa não tem a informação, qualquer coisa serve pra consegui-la. Ironicamente, isso tudo vem acontecendo ao mesmo tempo em que foi sancionada uma lei como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e um movimento social cada vez mais forte para a privacidade de dados, como o site Não Me Perturbe, lançado neste mês e que tem como função o cadastramento de números de telefone de quem não quer receber ligações de telemarketing das empresas de telecomunicações.