A tecnologia mudará a essência do relacionamento com clientes?

Era 1988 e eu começa no meu primeiro emprego formal em um banco. Meu pai, bancário por mais de 40 anos, fez questão de arrumar para todos os quatro filhos um emprego no banco onde trabalhava (eram outros tempos). Na época eu já tinha certeza de que não seguiria a carreira bancária porque, apesar de ser bem jovem ainda, já era atraído pelo mundo da propaganda e do marketing, mas ainda fiquei lá por 4 anos e hoje consigo perceber a importância desta experiência para a minha formação profissional no marketing.

Ali naquela agência, como office-boy, escriturário e depois caixa, comecei a entender o que significava um relacionamento com clientes na prática do balcão, como costumo dizer, ou seja, no contato pessoal direto e sem filtros, não apenas porque eu era muito jovem (16 anos), mas porque não havia nenhum treinamento sobre como lidar com clientes, apenas sobre como realizar as tarefas operacionais.