Depois de refletir um pouco sobre a pesquisa da Troiano Branding que aponta o nível da relação dos brasileiros com as marcas e publicada há alguns dias no Valor Econômico, cheguei a uma conclusão:
As marcas estão em um processo perigoso de comoditização.
E a enorme pressão por vendas é o grande acelerador desta comoditização, principalmente depois de toda rápida transformação digital que estamos vivendo nas últimas duas décadas, onde tudo tem que acontecer na velocidade de um clique, tanto para as empresas como para as pessoas.
A pesquisa mostrou alguns dados preocupantes e o principal é que apenas 3% das pessoas são realmente fiéis ou possuem vínculos fortes com alguma marca. Dá uma olhada lá depois.
Mas sobreviver a isso e continuar relevante, ou seja, não se comoditizar, creio que é o grande desafio de muitas empresas. Aliás, se a sua marca sumir, as pessoas sentirão falta? Escrevi sobre isso na minha coluna na Exame no início deste ano.
As marcas precisam voltar a brigar pelo coração do cliente e não apenas pelo seu bolso. Precisam voltar a ser relevantes. As vendas serão uma consequência.
E para conquistarem esta relevância, elas precisarão de fato conhecer e se relacionar com seus clientes de maneira única. Isso significa compreender os momentos e motivos de compra, para falarem com eles na hora certa. O marketing one to one, que não é novidade, agora pode e deve virar realidade, afinal, tecnologia para isso nós já temos e talvez o que falte é o pensamento estratégico e a coragem para romper com paradigmas que ainda existem em alguns segmentos.
