Por Márcio Oliveira
Quem me conhece sabe que gosto muito de café.
Café para mim é um momento de socialização, de conhecer pessoas, de trocar ideias, enfim, mais do que a bebida em si, é o que ela simboliza que mais gosto.
E se o café pode ser uma ótima forma de socialização, por que não usá-lo de maneira intencional para abrir uma conversa com o cliente, criar uma conexão e uma boa experiência com a marca?
Mas se e a pessoa não gostar de café? Existe chá, suco e várias outras bebidas por isso, antes de descartar rapidamente a ideia, continue a leitura e use a imaginação.
Primeiro, veja o que muitas pequenas e micros empresas de comércio e serviços fazem diariamente, principalmente aquelas lojas de bairro.
Você vai no cabelereiro e te oferecem um café. Vai na ótica e te oferecem um café. Vai na loja de roupas e te oferecem um café, vai no mercadinho e tem uma garrafa de café…hoje mesmo eu fui em uma assistência técnica de celular e logo de cara a pessoa me ofereceu um café.
Claro que muitas destas pequenas empresas talvez nem achem que oferecer o cafezinho seja uma ação de relacionamento tão estratégica e super planejada, e nem precisa ser mesmo. O importante aqui é a preocupação de querer estabelecer um ponto de conexão com o cliente e é isso que muitas vezes o cafezinho faz.
A lição para as grandes empresas é: O que vocês fazem para estabelecer um ponto de conexão com seus clientes, não importa o canal, de modo com que se quebre barreiras e vocês consigam tanto ouvi-los verdadeiramente, como também receberem a atenção deles? Sim, esta dinâmica de ouvir e ser ouvido pode ser a essência da boa experiência do cliente com a sua marca.
E muitas vezes, as ações que as empresas precisam fazer são tão simples e baratas como o cafezinho oferecido pelo seu cabeleireiro (ok, o café está caro, mas ainda vale a pena). Estas ações só precisam ser sinceras para criar a conexão verdadeira.
Pense um pouco agora, qual o “cafezinho” que a sua empresa pode oferecer mesmo que você seja uma grande empresa com uma massa enorme de clientes.
Imagine, inove, use “E se?” para se inspirar e se abrir a novas ideias e descubra o “cafezinho” da sua empresa, que pode até ser um café de verdade mesmo.
O mais importante é que a ação seja sincera, abra um canal de conversa com seu cliente e, claro, que não seja uma forma de compensar um serviço ou produto ruim, porque não existe uma experiência pior do que um serviço ou produto ruim. Aliás, isso inclusive poderá trazer a percepção de que todas as outras iniciativas da empresa serão ruins também.
